Mostrando postagens com marcador Alguma modéstia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alguma modéstia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Doce amor



Sabe aquele sorriso que escorre, que escapa, como sem querer - mas encoberto de um querer imenso, intenso, perfumado de alegria prazerosa, de campo, de chuva, de sonhos em uma manhã acolhedora, anestesiado por emoções vívidas, bem aspiradas e inspiradas, resultando num olhar sobre as coisas, a vida e si próprio encantado e encantador? De boas energias, calorosos abraços, paz interior que exterioriza-se na forma desse singelo sorriso já mencionado. Sim, o sorriso que se entrega, confessa gentilmente, se rende de boa vontade e por inteiro. A um novo começo, uma nova história, uma outra sintonia, nos sonhos, no aroma, no tempo, agora. Naquela fina, saborosa e esperada porção - na medida certa - do doce, tão doce amor. O melhor remédio para o frio (não importa qual), tristeza ou solidão, e com certeza para a falta de apetite: Para confiar, crer, entregar-se, viver, amar (e re-amar).


Presente de aniversário de Delminha, único e inesquecível (e modesto!), né? Te amo, felicidades e muita saudade. ;;

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sentidos


E nem te conto desse sorriso bobo que me apareceu no canto da boca; bochechas rosadas e quentes com o desejo extremo de me esconder - em seu ombro, em seu abraço; que me desfaço, encalço, me perco. Você, que ficou preso como nó na garganta, no titubear do meu coração que estava devidamente quieto e nos balanços bruscos de meu estômago. Não consegui contar quantas borboletas sobrevoaram dentro aqui e também ali - ao longe - quando percebi o seu sorriso, culpado e cúmplice do meu. Mas sei, que tantas elas foram resultado do seu olhar que foi justinho de encontro ao meu; de suas mãos suadas que acariciaram gentilmente as minhas e da bela surpresa de um beijo seu, que casou com cheiro teu e sentidos meus: o tato, olfato, visão e paladar. E ouvidos meus que respondem ao teu sussurrar, ao teu olhar, é a minha rendição.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ser doce


Me deixa roubar o teu juízo, fazer minha morada em tua alegria, em nossos abraços e carinhos, e muitos filmes em tarde fria juntinho contigo. Com algumas colheres de brigadeiro quente de panela a te entregar cada porção em sua boca, acompanhada de um ou dois beijinhos, mas os meus beijinhos. É, me deixa ser o teu doce, meu bem - o melhor deles. O de coco, a rapadura preta, quebra queixo ou gelatina de uva. Pode ser também a paçoca, nego bom, cocada de amendoim ou jujuba. Puxa puxa, a maria mole que eu não gosto, caramelo, torrone, morango no chocolate. O suspiro azul, algodão doce, mel com fuba, alcaçuz, ovo malte. Ou quem sabe, talvez, leite condensado com limão; E me deixar ser a única que mora e saltita o teu coração.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Se quiser


Se quiser uma companhia, segure a minha mão.
Se quiser o carinho, abra os braços.
Se quiser cumplicidade, mergulhe nos meus olhos.
Se quiser o sorriso, provoque-o.
Se quiser o calor, me abrace.
Se quiser o consolo, deite-se em meu colo.
Se quiser a certeza, arrisque.
Se quiser a confiança, entregue-a.
Se quiser a canção, sussurre.
Se quiser a paz, treine sua paciência.
Se quiser a conquista, tenha coragem e confiança em si.
Se quiser a leveza de alma, doe-se.
Se quiser a valsa, acerte meu pé.
Se quiser o sonho, sonhe sempre mais.
Se quiser o silêncio, aprecie uma noite estrelada.
Se quiser o sabor, deguste-o sem pressa.
Se quiser a sinceridade, estou aqui.
E se quiser o amor, não ouse em dar-lhe as costas.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Congela a dor

Por que congelador,
não congelas minha dor?

Congelastes lembranças,
num recorte de nostalgia.
Congelastes aquele tempo,
onde primavera se fazia.

Congelastes minhas expectativas
de uma sonhadora menina.
Congelastes no arranjo triste
que agora me combina.

Congelastes o poema de amor,
numa gaveta esquecido.
Congelastes meu pobre coração,
sem eu ter te pedido.

Congelastes para bem longe,
O fio de esperança que não me restou.
Mas ainda não entendo Oh, céus!
Por que não congelas minha dor?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Perder-me


Eu quero perder o fôlego ao te encontrar, quando você me faz cócegas e quando nos beijamos. Eu quero perder a novela para te atender e ainda algumas muitas noites de sono. Eu quero me perder em teus braços, ganhar o teu afago e me render ao teu cheiro de chocolate quente em dia frio. Quero perder a hora quando  estou contigo, assistir filme encostada em seu ombro de mãos dadas e sorrindo feito boba, ao você me beijar a cabeça, me chamando de 'Meu Amor'. Quero perder minha inspiração, entregar-te em forma de canção, sentir o teu corpo, o teu calor. Quero me perder em pensamentos, ao lembrar-me do seu olhar, perder também minha concentração, para não mais despertar. Quero perder palavras macias, acolhedoras e de sopro perfumado para te fazer sorrir. Quero perder esta impaciência chamada saudade com você aqui. Perder minha razão, apaixonar meu coração, seguir em busca para perder-me ainda mais e tudo o que sou - para que eu possa encontrar-te, para que eu possa achar-me e perder-me pra sempre, em ti.

Porque o verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dar, mais se tem. 
[Antoine de Saint-Exupéry]

domingo, 4 de setembro de 2011

Pique-esconde


Por um tempo eu estava engasgada. Fruto de não mais poder te ter comigo. Não só fisicamente, para poder ver de perto passeando por outras galáxias ao observar quando você mexe com seus lábios, formando aquele sorriso - o mais belo para mim. Mas também por não ouvir mais sua voz nem sequer ao telefone, um torpedo, ou num instante de certeza que você pensou em mim nessa hora exata que penso em você. Em como nos damos bem um com o outro e como o teu amor só combina com o meu. Como a tua mão só se encaixa melhor na minha e como os meus olhos só gostam de se fixarem nos teus. Sabe, acho que muita gente não entende como é a sensação de ser compreendida e poder ser cúmplice apenas num olhar. Em como este pode dizer tanta coisa, ainda que se queira disfarçar olhando ao redor. Eu queria poder compartilhar tudo o que sinto através não só dos olhos, mas acabar descobrindo outras maneiras tão curiosas quanto de ter esse segredo em nós dois. Só que, não dá. Você não existe aqui comigo e por enquanto vai continuar assim: Você, ainda como um entalo aqui, que farinha nenhuma girando e dando três pulinhos possa tirar, fazer sumir, me deixar em paz desse sentimento. Mas enquanto tu não voltas para o meu bem estar, a minha alegria com direito a cara tola de pessoa apaixonada - e correspondida - eu vou por aqui, brincando de pique-esconde com meu coração, imaginando como seria ele preenchido por completo de você, de seu amor. Resumindo, continuando meus poemas e cartas que não te mando, que não recebo respostas. Embora eu muito deseje - em meio a essas fantasias - que você venha depressa e repentinamente para vendar meus olhos, e quando eu abri-los, comprovar que tudo não é só um sonho. E se é, é porque você está nele.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Som seu, sou sua



Quantas vezes eu fui sincera ao confessar qualquer sentimento que fosse a respeito de você - que consegue pescar de mim sorrisos fáceis e enormes, gelar a barriga tão de repente e me imaginar permanecer ao seu lado por muito mais tempo, um tempo que não tenho para nós, um tempo fora desse tempo, um tempo que eu desejo parar? Eu faria tanta coisa inimaginável e criativa para laçar o teu coração e o prendê-lo com um laço delicado e invisível, de puro amor, junto ao meu... Eu pesquisaria dentro do meu ser e de todos os romances que li, as palavras mais doces e também originais que pudessem se aproximar duas gotas do sentimento que me escorre e transborda naturalmente. Talvez contar piadinhas no seu ouvido que pudesse te trazer aquele seu sorriso exagerado, espontâneo e do mesmo modo suave, que vem em mim como uma brisa acolhedora. Embora eu não tenha grande repertório musical, quem sabe até eu arrisque começar a compor - e pôr - no teu coração sem muita pressa e no acorde certo, acusticamente e com toda a minha inspiração a canção que toca em mim ao ouvir seu nome, ao te ver, ao pensar em mais de ninguém, além de mim e (com) você.

domingo, 1 de maio de 2011

Amigos e vida

A vida nos ensina que por mais que queiramos ser amigos das pessoas, umas simplesmente não vão aceitar a nossa amizade. Ensina que são nas horas de dificuldades que reconhecemos nossos amigos. Ensina que amizade verdadeira não depende de tempo, mas sim da confiança. Ensina que existem pessoas que nasceram uma para outra, que são amigos fiéis até a morte, e que mesmo longe, sentimos sua presença. Ensina que em minutos podemos deixar marcado nossa personalidade no outro, com o lado negativo ou positivo - para dar eixo a algo puro e de valor. Também que mesmo não conhecendo, uns omitem seu verdadeiro eu, ou se escondem em meio aos seus medos. Os fortes conseguem passar sua felicidade e virtudes a diante, não são todos. Ensina que mesmo que você insista em ser feliz, haverá uns que se opõem às suas ideias e que farão de tudo para deixar você mal. Mas depois de um tempo, vemos que somos maiores que nossos inimigos. Ensina que mesmo que você se sinta um fracassado, não terás todos os motivos do mundo para agir como tal. Ensina que as pessoas que te amam, nem todas vão confessar-te, mas continuarão te amando mesmo assim; E seu dever é tratá-las todas da melhor maneira possível. Ensina que não precisa de convivência para se tornar especiais as pessoas, e sim oportunidades. A cada dia podemos mudar os erros ou ajudar a corrigir os do próximo; podemos ser feliz ou continuar fazendo cara de emburrado; podemos amar ou simplesmente ignorar. Mas a melhor forma de viver, sem dúvida alguma, é do lado de nossos amigos.

Por mim, em 28/02/2008 e dedicado a Kelsson.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Simplicidade

E num dia nublado, quase qualquer, junto à minha mãe, meu avô e um freguês, pude observar várias borboletas amarelas por minha rua, pelo céu, frente e acima do prédio que minha casa fica por trás. Não muito grandes, talvez nem médias. Acho que pequeninas que estavam em fase de crescimento talvez. Só estou usando a minha imaginação. Porque não dava pra saber ao certo, eram muitas e queria olhar para todas. De fato eu tentava ver para onde elas voavam apressadamente - em bando. Migrando? Borboletas migram? É, realmente em Biologia eu deixo a desejar. Isso nem importa tanto. O fato foi o que eu senti ao vê-las. Um desejo de me movimentar, não apenas os olhos tentando acompanhá-las em suas manobras leves. Mas de segui-las. Não pude fazer isso. Seria bem estranho em plena cidade fazê-lo. Imaginei-me então em um campo florido. Com elas bem destacadas na relva. Num dia de sol com algumas nuvens, um ar fresco. E eu tentando pegar nem que fosse uma. Tocá-la, ver de perto o bater de suas asas, a simplicidade daquilo. O sentimento que essas borboletas deixaram em mim foi o contrário do que meu avô comentou, vendo a seu modo o porquê de tantas borboletas sobrevoarem por aqui. Estiagem com muitos lagartos. Não sei se entendi certo. Também não perguntei, preferi o silêncio e continuar a observá-las até irem sumindo, se perdendo na extensão do céu e dos fios elétricos. Mas o sentimento que ficou em mim foi de sorte. Não sorte por vê-las, se bem que gostei e se gostei não deixa de ter sido uma sorte. Mas eu quis particularmente que fosse sorte. E quando me lembrei da cor ouro, tive a certeza disso. Não me refiro aqui de riqueza material, mas de uma esperança, sorte e riqueza diferente, na alma, no meu espírito. Que se resumia em uma alegria que eu não sabia ao certo de onde vinha. Só sei que alegria é sempre bem vinda...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Congelado coração,

eu sei que um dia você não conhecia o amargo de lágrimas nascidas por um descaso, abandono, falta de carinho, compre- ensão, amor. Sei que nesse tempo seu aroma era suave e você era macio. Dava pra ver na doçura de suas palavras. Na perfeita combinação de você leve, puro, feliz e sem bagagens. Você tocava uma música parecida com aquelas tão lindas que quase nunca se escuta quando saímos à rua. Um coração criança, virgem, mas não vazio. Era cheio de tudo que poderia arrancar sorrisos de qualquer um. O que dizer mais? Você era uma raridade, mais valiosa do que qualquer pedra de mina. Na minha mente, graças a algumas gotas de uma memória mediana, sobrevivo ao meu congelado coração, pelas lembranças de como ele foi um dia. Quão engraçado é isso. Deus nos dá um coração para que possamos desenvolver o mais belo sentimento. E pessoas tratam de destruí-lo, querendo desmentir a primeira certeza que nos é plantada. "Quem nunca sofreu por amor?" Na verdade sofremos pelas circunstâncias e pelas pessoas, por nossa imperfeição, por sermos humanos sujeitos a errar, magoar, endurecer. O amor é somente algo capaz de colocar os band-aids necessários ao que fazemos, seja isso por querer ou não. Um descuido, sonolência, distância, stress diário. Mas o que acontece na maioria das vezes é que ao sofrermos pelas pessoas, nós deixamos nosso coração petrificar. Vamos nos isolando emocionalmente e perdemos a confiança no próximo, principalmente nas promessas vãs... Já diz o ditado popular que uma andorinha só não faz verão. Eu sozinha não posso recuperar meu coração intacto, mas sei que com uma ajudinha poderia compartilhar aos poucos, ao ir cicatrizando, cuidando também para que o seu fique tão saudável e vivo quanto o meu. Oras, o que apenas quero é encontrar o feitiço ou feiticeiro que faça o meu coração bater de novo, voltar a sua cor normal, descongelá-lo, fazê-lo bombear meu riso, minha felicidade, meu novo, clichê e claro, único amor. Sim, aquele amor dos meus sonhos. Então... Cadê?! tic tac, tic tac...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Paratempo

Paratempo ou passatempo? Muitas vezes na nossa vida nos encontramos em situações da qual temos que esperar. Seja esperar a vez na fila, esperar o ônibus, esperar a chuva passar ou, ainda - o que faço com frequência - esperar alguém que se atrasou. Em meio a tantas esperas possíveis que nos cercam diariamente, alguns tem um tique de bater a perna, roer as unhas, conversar com um desconhecido - quando se está só, jogar snake no celular, etc. Passatempo! Estes são, sem dúvida.
Mas do que falo não é quando queremos adiantar os ponteiros, e sim atrasá-lo, talvez até pará-lo por alguns instantes. O exemplo universal disso que tenho em mente, é quando estamos dormindo e nos acordam. Pois bem, é mais ou menos isso. Estamos em Janeiro - mas mesmo que não fosse - quando penso na dimensão real do tempo, começo a pensar em todo tempo que eu deixei se perder estando eu, alienada à alguma besteira que me impediu de conquistar algo maior e melhor do que ficar apenas em casa, dormindo no meu confortável colchão.
O que quero dizer é que, não importando as citações de poetas a respeito do significado do termo, o tempo é uma coisa sinistra. Se eu for de fato filosofar isso, estranharia se ele parasse. Pode até parar, retomando o que disse, quando dormimos. Só que esse tempo de descanso nossa incrível mente humana não desperdiça - aproveita através de sonhos. Aproveita de tal forma, que já se ouviu falar que em algumas poucas horas de sono, podemos ter tido vários sonhos. Se bem que há dois lados disso. Pois fixando ao real, lá vem aquele ditado de 'quem muito dorme não vê a vida passar'. Acho que estou me desviando do assunto.
É algo bem simples: Por que vivemos nossos dias deixando coisas para amanhã, dizendo que mudaremos determinada coisa que precisamos mudar em nós mesmos na próxima semana, mês ou ano? Quando nos beliscam, percebemos que mais um ano já passou. E daí vem aqueles comentários de praxe de como o tempo passa rápido. Eu particularmente os odeio. Esses comentários só são pronunciados porque as pessoas não souberam agarrar as oportunidades que surgiram para elas - passou "desapercebido".
Essa coisa de tempo depende unicamente de você mesmo. De mim mesma, enfim. E sinceramente espero que nesse ano, meu tempo não seja como uma bola de assopro inflada àquele gás - que esqueci o nome - que o faz subir. Segurando-o distraidamente entrançado de leve em dois dedos. Que quando olhamos pro lado e de novo para cima, levamos um susto ao perceber que ele se fora, já não o é mais como foi um segundo antes.

PS: Acho que para quem lê meu blog e tal, perceberam que estou demorando a postar. Então, justamente eu estou sem tempo. D: Sorry. Mas é verdade, mesmo. Parei. ;x

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Germinando

Plantei uma semente dentro de mim. Fiz isso há um tanto de tempo e de maneira quase involuntária. No começo ela não tinha cor. Apenas cheiro. Seu aroma me lembrava contos de fadas. Claro, o que uma ingênua menina poderia mais desejar ter em mãos?
Na verdade, não sentia necessidade de tocá-la. Queria primeiramente vê-la. A sementinha sem cor, certamente meus olhos não enxergavam. Queria poder analisá-la e aos poucos senti-la.
Ao seu tempo... Até que minha visão pudesse discerni-la, aproveitei para imaginar o que faria quando eu estivesse na futura colheita. Esse bem plantado certamente por inocente egoísmo e carinho não iria querer dividi-lo com mais ninguém. Seria quase como meu bichinho de estimação.
Há como alimentá-lo? Ah! Que vã preocupação. Por que complicar se a natureza se responsabiliza disso para mim? Minha contribuição seria ainda no planejar. E desde quando eu pude ver uma frestinha de sua luz, de sua cor e textura... Pude saber do que se tratava. E que ela não precisava chegar a frutificar para eu poder contemplar de seu sabor.
Esse verde, essa sorte, essa fé, essa esperança. Por enquanto fica só comigo. Porque no momento basta que o suave perfume dela te alcance apenas dois dedinhos...