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domingo, 9 de outubro de 2011

Crianças

Dia das crianças chegando, feriadão asilando em casa e eu apenas querendo me divertir - ainda que com minhas possibilidades de companhia no momento serem meus primos (sempre crianças) que eu os amo. Enfim, vou começar do começo, certo? Quando criança, eu me espelhava - e ainda me espelho dependendo das circunstâncias - em duas pessoas, uma tia e uma prima. Eram do tipo que quando elas saíam juntas ou sozinhas mesmo, eu queria ir também. Essa lembrança é de fato bem antiga. Então, com minha tia, eu tive a oportunidade de ir pro cinema uma das primeiras vezes de minha vida com alguém da família e que eu tivesse/tenho admiração 'inexpressa' (é uma admiração que é inexistente a maneira de expressá-la, palmas pra mim. rs). Ela me chamou, meus pais deixaram e fomos eu, ela e o namorado (e atual marido) - bacana, sempre gostei, ainda bem. 

Onde quero chegar é que eu fui muito feliz por isso e outros momentos também que minha prima me proporcionou. Elas não sabem. Bem... Penso que não sabem. Assim, que até hoje eu lembro, que reconheço, que fez diferença pra mim. Com meus primos é a mesma coisa. Porque se eu já amo crianças e busco de todo jeito fazer com que elas sorriam pra mim combinando um brilho ingênuo e incrivelmente lindo no olhar... Imagine com primos carinhosamente chamados de pirralhos agora mais do que nunca à minha disposição (é que me mudei e tô mais perto deles, anyway...)? Então, ontem eu chamei uma prima minha, de onze anos pra ir comigo, meu amigo (e uma amiga que acabou não indo) ao cinema. A mãe deixou, se preocupou com a indicação do filme (como se eu fosse irresponsável quanto a isso ¬¬) e deu-lhe o dinheiro, o cartão do passe, etc. 

Fomos. Lá, duas coisas que me chamaram muita atenção. Uma:
Eu: Larissa, consegue assistir filme legendado? 
Ela: Consigo! 
No começo do filme, quando passava aquelas cenas rápidas com os créditos ainda, eu pergunto: Tá conseguindo acompanhar? 
Ela, super animada e enfatizante: Não, mas tô AMANDO o filme!

Nossa, isso me fez rir MUITO. E me lembrou como é ser criança. rs
A outra coisa, foi que em algum momento do filme, ela me atira: Jaque, perdi meu brinco. 
Eu: Espera o filme terminar que quando acender as luzes a gente procura. 
E incrivelmente ela tinha perdido o brinco, porque a tarraxinha (que trauma desse nome, eca) tava com ela ainda - a menor peça e mais tensa de se achar.

Filme terminado, chega o cara que sai recolhendo o lixo do cinema. E nos viu procurando, me ouviu comentando sobre o brinco e ofereceu uma lanterna, perguntou se eu queria. Eu me derreti por ainda existir pessoas assim, porque sei lá, se fosse eu talvez, nem me importaria com essas frescuras de menina (ainda que reconheço, mesmo quase não usando brincos por alergia, que há uns que me fariam procurar e chorar -menos- mesmo. rs). Meu amigo se abaixou e foi procurando, ele foi outro que me surpreendeu. Ficando de QUATRO. É, meio tenso. E... Quem achou o brinco? Eu! \o Só que com meus dedos nada delicados não consegui pegar. Enfim, encontramos, devolvemos a lanterna, agradecemos e eu fiquei com uma porção de coisas a respeito na minha cabeça. 

Uma é que eu quero e amo ser para minhas crianças merecidamente admirável, fazê-las felizes, proporcionar bons momentos. E, claro, ter a confiança delas como quem confia num super-herói. O predileto de cada uma, continuando eu a guardar o meu cheetos que não comi durante o filme para levar pro Pedro, inventar um bolinho de queijo que deu super errado só para pegar a mão na massa com Joyce - que segundo ela, foi a primeira vez... E tantos mais. 

Para encerrar minha admiração e risos espontâneos que estas crianças também me proporcionam... Hoje depois dos bolinhos, faltou energia aqui e eu estava sozinha com Joyce (tem nove anos, bjs) e em um momento ela me solta: Jaqueline, vamos ligar pra polícia pra ela nos ajudar? Desse jeito! Meu Deus, como ri. Até liguei pro meu amigo pra comentar. É que ele também é louco por crianças e me acompanhou com as pérolas de Larissa do dia anterior.

Enfim (pela terceira vez), adiantando aqui... Tenham um feliz dia das crianças. E lembrem-se: Para fazê-las felizes, é só voltar a ser uma também (ou no meu caso, continuar sendo). É tão espontâneo as coisas, como acontecem, fluem, e nos rende histórias incríveis, engraçadas e muitos risos - dos melhores: Aqueles trocados, compartilhados, que foi memoravelmente vivido junto.

domingo, 21 de agosto de 2011

Colorida fé

Ela seguia lentamente, um passo de cada vez, com sacolas pendendo de um lado a outro. Uma era daquelas bolsas coloridas verticalmente, de feira. Cabelos brancos, baixinha, num sol de meio dia. Ela trazia no olhar baixo e arrastar de pés, uma paciência, uma confiança em algo, algo que eu identifiquei como uma fé - mesmo que eu não saiba sua definição para ela. Ela não tinha medo, ela não se preocupava com nada, além de caminhar - e não importava se demoraria ou não - para algum lugar que eu de fato fiquei curiosa de saber. Tinha uma concentração no seu eu que me focou nela desde quando a vi se aproximando para atravessar a pontezinha do canal perto do Banco do Brasil, ali duas paradas antes de onde eu descia. Quando ela solou o pé na ponte, um homem do outro lado que também ia atravessar e com um saco grande de rolos de papel higiênico, parou. Parou e observou. E quando ela ia terminando a travessia e ele ia seguindo, ainda olhando para trás, para ela, ele voltou. E ofereceu o braço, o respeito, a vista, uma segurança, para agora atravessar a via agitada num horário de pico. E ele não passou com ela na faixa, ele foi abrindo caminho, mas nessa hora não deu para eu ver os detalhes. E o sinal abriu, e eu olhei pro outro lado, para trás... Ela estava quase chegando na calçada, passando por dentre dois carros talvez estacionados no "acostamento". E o rapaz provavelmente continuou seu caminho com os papéis higiênicos e ela... Com suas sacolas coloridas - espelho de sua alma, daquela fé que um dia quero conhecer.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Deixa eu ser seu céu?


Definitivamente hoje tive uma manhã cansativa e tensa, mas foi melhorando. Me exercitei voando da universidade para casa tendo vinte minutos para chegar lá e tomar um banho para aula de carro, mais cedo. Terminando, de moto. Não curti muito hoje. Até porque deu fome, aliás, estava. Não tinha almoçado, tapiei lá com um pastel. Quando cheguei em casa, às cinco, esqueci do eclipse completamente e fui ALMOÇAR. Quer dizer, primeiro comprar minha 'mistura' e depois prepará-la; Comer e terminar o jornal. Ou seja, se a lua nesse período antes das oito (em que eu não a vi) ficou extraordinária em Campina, é triste, mas perdi. Fico de fato sentida quando coisas assim acontecem e eu não vejo. Pelo fato de ser assim, inédito, lindo, e que geralmente demora aaaaanos para ocorrer. Por exemplo, a Lua de Março desse ano. Na verdade, sobre esta, eu nem sabia que ia ficar daquele jeito, fiquei sabendo do fenômeno pela internet, depois que o trem havia passado. Mas, mesmo assim, eu namorei com ela um pouquinho, me encantando com umas nuvens, que formou em um determinado momendo um enorme coração, que encobriu a lua. É, acho que isso poucos viram. HAHAHAHA, meu prêmio de consolação.
Enfim, resumidamente acho que é isso. Acabaram minhas aulas de carro, aliás, no trânsito. Vamos agora baliza, estacionar, esses trens chatos que ele deveria ser automático e instantâneo. Principalmente no Detran. rs Muita coisa ainda pra fazer e cansada, sem cabeça, essas coisas. Doida para dormir bastante e por incrível que pareça, pegar o carro e moto no sítio para treinar bastante e sentir a difereça também.
PS: Achei bem interessante a animação do Google de hoje, não? ^^
Meu subnick hoje do msn: "Lua, estou apaixonada por você. Deixa ser seu céu? *-*"
FOTO: Minha câmera não ajudou, mas... Ela é linda, ficou encantadora e isso é incontestável. Se quiserem pesquisar fotos dela de hoje... Só não humilhem essa minha. rs

segunda-feira, 30 de maio de 2011

De boa















Quando a fêmea manda, o macho fica quieto e obedece.

Museu de Luiz Gonzaga - 27 de Maio de 2011.
Cão terminando de bocejar.

Sem querer me basear na "lei da natureza"
Faz algum sentido, ainda que distante
O homem tem a última palavra?
E a mulher, o que fez antes?
Não precisa uma nota mais alta
Um olhar impaciente e irritação
Ela apenas chega de mansinho
E o convence com bela explicação.




quarta-feira, 25 de maio de 2011

Gaiola invisível
















Numa escada, sangue escorrido da cabeça
Asas fechadas e o silêncio
Explosão de dor e rapidamente seu cessar
Assim como o chupa-lima não mais cantará
Tampouco beberá da água com açúcar
Apenas lodo, formigas e o relento.
Foi embora a vida
Foi embora a liberdade
O respirar, e o acelerar do voo
Tão pequeno e quase insignificante
É jogado de qualquer jeito no lixo
Batendo mais uma vez a sua cabeça
Fazendo seu último som
Não teve tempo, não escapou
Pobre passarinho, eu também sou.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Jardimigo

Com certeza todos já leram um texto em que "o segredo não é correr atrás das borboletas e sim preparar o jardim para que elas venham até você". Já li também numa agenda antiga que "não fazemos amigos, os reconhecemos". Tenho comparado as borboletas aos amigos. Damos alguma atenção e importância a um alguém que quase nunca dá sinal de vida para você, quanto mais saber como foi seu dia, sua semana ou sequer o último mês. Sentimo-las meio distantes, quiçá um pouco isoladas ou ocupadas pela correria. Buscamos contato, fazemos convites, que são respondidos animadamente, mas pela falta de atitude, se esfria tão rápido quanto veio a suposta animação. Eu entendo que de fato há uns amigos que quase nunca encontramos pessoalmente e a Lei de Murphy mostra sua existência ao tentarmos. Mas pela relação e importância que temos pela pessoa, principalmente quando a vemos, falando até que raramente pelo celular ou mais frequentemente pela internet, temos a certeza que é sincero, recíproco e tão simples como quando uma borboleta depois de tanto voar, levemente para. Tomar fôlego? Sol? Apenas uma pausa para continuar seu rumo? A verdade é que não se vive sozinho, precisamos de amigos. E de fato mais sentimos isso em relação ao dia-a-dia, das coisas que vivenciamos e quereremos contar para alguém. Compartilhar pensamentos, vai-e-vem de sorrisos e palavras de conforto quando buscamos, ainda que o silêncio, mas a presença. Se alguém é importante para você, não custa nada fazer sinais de fumaça vez ou outra. Não é tão difícil isso hoje em dia, não é mesmo? Porque eu bem sei que há pessoas na nossa vida que são indispensáveis, vulgo nossos amigos. Uns não vão estar conosco fisicamente tantas vezes, mas pelos que estão me acompanhando nesse voo para não só apenas apreciar a vida, mas vivê-la - e não sozinha, é muito bom saber que existe mais que uma borboleta para se alegrar um ambiente, é o que dá cor a vida. Afinal, o que seria da gente sem a leveza de ter um amigo e fortalecer esses laços no hoje? Ontem já foi. E amanhã, espero que eu reconheça cada vez mais amigos que se escondiam pelo meu jardim.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Enquadrar

Para melhor visualização da foto (acredite, você não se arrependerá - como eu me acho...), é só clicar na mesma. :D

Eu sei que estive sumida da internet, mas o que senti mesmo falta foi de postar aqui. Não sei onde perdi minha inspiração, se caiu e se afogou no açude velho, mas... Estou aqui. E o motivo é justamente esse "cartão postal" da nossa querida cidade da Borborema. Ah, o fato de minha ausência se deu pela falta de tempo fruto de meu novo empreendimento (para quem não sabe, estou fazendo brigadeiros, surpresas de uva e beijinhos para vender) e muito trabalho na universidade - sem falar na mercearia. Passei praticamente três dias rendida a fazer resumo de três apostilas de Teoria da Comunicação II, porque não tinha começado aos poucos desde quando ele passou. O resultado foi que eu perdi reposição de uma cadeira (ainda bem que não é difícil e a professora não é insuportável) e a oportunidade única (ou não) de fazer um passeio pela orla do nosso açude. Para quem não sabe, onde eu moro é dois pulos de lá. Como eu tinha que terminar o resumo que comecei quarta para entregar na sexta, nessa aula de Linguagem Fotográfica, dei prioridade à solução dessa dor de cabeça. Pensando que não seria uma má escolha, de fato, já que o horário e o "clima" do dia em que a turma foi não me é agradável. Já comentei que sou uma pessoa calorenta? Ademais o pessoal foi à pé, sob um sol escaldante e encandeante para fotografar o cotidiano por um olhar diferente de cada um daquele ambiente. Já arrodeei demais. O fato foi que só tive oportunidade de ir fotografar hoje, e meio que obrigada, já que a entrega da foto com o texto é para amanhã. O dia estava nublado, mas não um nublado que como no dia anterior não me deixou ter coragem de ir até lá; e eram quase cinco horas, se não mais um pouquinho. Era agora ou nunca. E antes mesmo de atravessar para chegar naquelas margens, de minha primeira perspectiva do açude, tive a ideia dessa foto. Foi a primeira que fiz de outras poucas. Poucas também porque eu tinha pressa de voltar pra casa e não pude explorar todo o contorno. No fim das contas, achei uma das melhores que tirei. E um olhar diferenciado, principalmente da turma, pelo horário que fui. Essa cara que vende essas cadeiras fica só à tardinha por lá. Ajustei o coqueiro, o céu, prédios e açude, as cadeiras e até o plano da pista. E de fato nem tinha notado a única vivente que estava entrando "timidamente" no enquadramento, mas que depois ao observar, ponto pra mim. O professor explicou sobre fotografar para o ângulo que "a pessoa" está olhando, indo, etc. Sendo a primeira foto, com pressa e com a primeira ideia, e o desespero por uma foto que pudesse explicar meu pensamento... Consegui essa obra e de fato, modéstia parte, amei. Obrigada sinceramente a alguma alma que leu isso tudo, amém! :*