
Tempo depois quando aconteceu de novo, já em outro ambiente, peguei um copo de qualidade (não aqueles de bar ou extrato de tomate) e joguei no chão, no primeiro andar, na sala. Onde se espalhou por baixo da mesa e em cima do tapete também. E devo confessar que não tive melhor êxito, não. Meu pai quando se abaixou para apanhar o fundo do copo, olhando de uma maneira muito assustadora, jogou pro lado da cozinha. E eu fiquei tão nem sei qual palavra, mas por um momento pensei que ele jogaria perto de mim, para mim. Ou seja, tenso.
E hoje? Meu Deus! Hoje. Sabe quando você está com muitas coisas engasgadas e a pessoa não quer te ouvir? Ele se trancou e eu chamei. Não me respondia. Eu precisava falar. Eu me revoltei juntando um monte de coisas, ele descontando seus problemas em mim. Que fiz? Encarei a porta, dei aquela olhada de 'desculpa, mas agora eu vou descontar os MEUS problemas em você, querida' e três chutes, se não me engano foi o suficiente. Deu pra pegar a chave que tava no chão e abrir a porta para finalmente após tudo isso, falar algumas doses e chorar. Quando não tinha mais o que fazer, me levantei do sofá, liguei o ventilador, me joguei na cama e esqueci de tudo por algumas horas, enquanto no meu sono aparentemente ninguém me incomodava.